Hilan Bensusan – UnB – “O ritmo secreto dos objetos”
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“O RITMO SECRETO DOS OBJETOS”

Tema de Hilan Bensuan (UnB) para a mesa Mesa 2 – Novas Ontologias: Ritmos, Poéticas, Materialidades. 5 de agosto, das 13h às 15h30

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Título : Hilan Bensusan – UnB – “O ritmo secreto dos objetos”

Duração : 38:57

Descrição : “O RITMO SECRETO DOS OBJETOS”

Tema de Hilan Bensuan (UnB) para a mesa Mesa 2 – Novas Ontologias: Ritmos, Poéticas, Materialidades. 5 de agosto, das 13h às 15h30

O pensamento e a cadência se vinculam a cada passo, a cada demora, a cada repetição. Eu venho propondo uma ontologia orientada a ritmos onde o ritmito – rocha sedimentar que mimetiza ou parodia as pulsações das marés e dos movimentos geológicos – seria a pedra filosofal. O ritmito no antropoceno começa a capturar as pulsações humanas – o acúmulo dos ritmos semanais, as vibrações das máquinas humanas, as repetições do trabalho. Uma ontologia orientada a objetos se compõe de uma concepção dos acontecimentos como criadores do tempo – precisamente de um “timing”, de onde sai o “time”, de uma concepção da repetição e da paródia – como na alagmática de Simondon e na repetição vestida de Deleuze e de uma metafísica das antenas onde tudo emite e capta ritmos. O ritmo é também a vida secreta da mídia, uma vida de contágios e sincronizações. O ritmito é uma mídia, aliás um dispositivo transmidia que atua como uma lenta mídia que capta ritmos, os registra e os emite. Uma ontologia a ritmos é uma ontologia da transmissão, da ressonância e do eco.

Nesta fala pretendo comparar a ontologia dos ritmos com uma ontologia de agentes – de inspiração monadológica – que pode ser encontrada em Latour e em certas formas de ontologia orientada a objetos. A comparação é em si mesma interessante porque ressalta que na ontologia orientada a ritmos os componentes estáticos são de menor importância – o dramatis personae é composto basicamente de acontecimentos em uma cadência. Assim, o contraste entre uma ontologia orientada a ritmos e uma ontologia de agentes é semelhante aquele que Descola apresenta entre disposições analogistas e disposições animistas em relação ao não-humano. As primeiras, que ele encontra na África ocidental, na China, na Europa antes da modernidade e, prototipicamente no México, tende a navegar pelas diferenças por meio das ressonâncias – o humano e o não humano se relacionam por analogias. As segundas, que ele encontra no Baixo Amazonas, mas também no Canadá e na Sibéria, tende a entender o não-humano como agente. No analogismo, como na ontologia orientada a ritmos, o contato e a transmissão se dão por meio de uma incorporação onde mesmo a plataforma de recepção do que é transmitido é composto por um processo mais lento de incorporações. Em ambos os casos, importa a possessão, a sincronização e a capacidade de captura de uma repetição alheia. Do ponto de vista de um foco em ritmos, o pensamento analógico é ele mesmo uma atenção às cadências.

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Enviado por : LISUFF

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